1. Junto-me a Wayne Grudem na afirmação de que se o batismo é “um
símbolo do início da vida cristã… a ceia do Senhor é claramente um símbolo da permanência na vida cristã.”[1]
2. Importante é entender que o tomador da Ceia necessita examinar, além da atitude para com o Senhor, também a sua atitude para com os outros membros do corpo de Cristo.
3. A toada da repreensão paulina aos coríntios não respeita à qualidade pessoal e intrínseca do tomador ser indigno, mas sim do modo indigno de o fazer.
4. Muito importante para a filosofia do castigo divino é entender que existe
diferença entre a disciplina de Deus para com os Seus filhos e a condenação dos que o não são. E mais: opino que o ato corretor de Deus para com Seus filhos é o exercício da Sua misericórdia; senão, vejamos: “Mas quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” (1 Coríntios 11:32).
Uma situação que muito comummente acontece nas reuniões em que celebramos a Ceia é: pessoas que já aceitaram o Senhor mas não foram ainda batizadas. Que fazer? Dar-lhes ou não a Ceia?
1. Por um lado, pode ser ou parecer demasiado radical sugerir o impedimento de tal irmão comungar a realidade que já usufrui – pertença do corpo (universal) de Cristo.
2. Por outro, entendo que o tomar da Ceia também inclui o escrutínio do corpo local, em termos de testemunho pessoal (numa perspetiva de princípios que asseguram a mística do universal).
3. Assim, julgo que se devem tomar, pelo menos, duas atitudes elementares:
- aproximar o máximo possível o batismo das águas do momento de conversão; e,
- reter a Ceia cientes de que o candidato entende a tensão entre a liberdade/dever de tomar a Ceia e o dever de cumprir a ordenança primária dessa identificação com Cristo, o batismo nas águas. Ou seja, deve perceber que o testemunho da identificação com Cristo deve preceder o testemunho da unidade com o Seu corpo – a Igreja.
Um aspeto que merece a minha objeção é o temporizar da instituição da Ceia no encontro entre Abraão e Melquisedeque. Reza assim: “A CEIA DO SENHOR… Instituída antes da lei, entre Melquisede e Abraão.”[2] A Ceia foi, outrossim, instituída pelo Senhor Jesus; e.g., Mateus 26:26-29 e 1 Coríntios 11:23-25.
Último, reafirmando
que “a Ceia do Senhor deve ser tomada por pessoas batizadas nas águas, cujo
testemunho seja ratificado pelo corpo de Cristo – a Igreja”!Graças
a Deus, pertenço ao corpo!
[1] Grudem, 1999, p. 842; citação nas notas 25 e 42
[2] http://www.igrejacristovive.com.br (Doutrina; I.Teses Defendidas)