Um bom grupo de teólogos e nomes sonantes perfazem a lista de apologistas da distinção entre a conversão e o batismo no Espírito Santo. Ralph Riggs cita nomes
como o de R. A. Torrey (primeiro diretor do Instituto Bíblico Moody), A. J. Gordon, F. B. Meyer (eminente pastor batista), A. B. Simpson (fundador da Aliança Cristã missionária), Andrew Murray, William Kelley e Hopins.[5]
O batismo e o enchimento do Espírito Santo
A expressão “batismo no Espírito Santo” surge na linguagem do Novo Testamento – mormente no livro de Atos – como sustentam os pentecostais, através de termos considerados referentes à mesma experiência. São eles: “estar cheio do Espírito Santo”, “receber o Espírito Santo”, “ser derramado o Espírito Santo”, “o Espírito Santo caindo sobre”, “o Espírito Santo vindo sobre”. Considera Stanley Horton que cada termo ressalta algum aspeto da experiência pentecostal mas nenhum termo individual consegue ressaltar todos os aspetos daquela experiência.[6] Parece que os pentecostais utilizam a expressão “batizados com o Espírito Santo” como advinda dos textos bíblicos (e.g. Atos 1:5) e/ou devido à profundidade do seu conteúdo metafórico (considerando a analogia também feita em relação ao batismo em[7] água).
O batismo com
o Espírito outorgaria poder, para o testemunho dos discípulos, que veio como um
sinal que significava estar a nova aliança à disposição de todas as pessoas em
todos os lugares. Ainda que seja questionável se as línguas faladas eram
desconhecidas pelos próprios discípulos que as falavam, esse fenómeno
ouvido e entendido pelos forasteiros foi seguido da intrépida mensagem de Pedro
(Atos 2). O alvo primário do batismo com o Espírito Santo – tornar as testemunhas
eficazes – servia naquele dia como protótipo do alcance missionário declarado
em Atos 1:8. Era apenas o início da missão evangelizadora da Igreja.
O texto de Efésios
5:18-21 apresenta os efeitos do enchimento contínuo do Espírito Santo. Dos
verbos “embriagueis” e “enchei-vos”, no imperativo, dependem outros verbos no
particípio presente: “falando”, “cantando e salmodiando”, “dando sempre graças” e “sujeitando-vos”.
[5] Ralph Riggs (1981, pp. 60 e 61).
[6] Stanley Horton (1996, p. 434).
[7] Ver nota 6. O tratamento dos termos “no”, “na”, “com o” e “com a” é o mesmo em relação a ambos os batismos: na água e no Espírito Santo.