UM ESTUDO DO PROPÓSITO E USO DAS LÍNGUAS NO CULTO

UM ESTUDO DO PROPÓSITO E USO DAS LÍNGUAS NO CULTO

Na apologia de falar línguas como evidência do batismo no Espírito Santo,

Wychoff defende

existirem posições distintas. Uma posição defende o batismo no Espírito Santo como pertencente à experiência espiritual da conversão – sem qualquer evidência inicial, como seja o falar outras línguas. Outra aceita, igualmente, o batismo no Espírito como fazendo parte da obra da    conversão, mas sempre acompanhado da evidência do falar outras línguas. Outros ainda acreditam que o batismo no Espírito normalmente vem após a regeneração, mas nem sempre acompanhado do falar outras línguas. Por último, outros reconhecem a experiência do batismo no Espírito como ocorrida geralmente após a regeneração e sempre acompanhada pela evidência do falar outras línguas.[40]

         O ato de alguém falar línguas é em si um ato de fé. É interessante notar esse princípio também exemplificado no ato de responder diante das autoridades por causa da pregação do Evangelho (ver Marcos 13:11).

         Num comentário ao benefício do dom de línguas, Findlay tece a forte opinião de que aquele que as fala “confirma poderosamente a sua fé, porquanto deixa um senso permanente de possessão do Espírito de Deus… Nossos mais profundos sentimentos entram na mente abaixo da superfície do consciente.”[41] Apesar da  mente ficar infrutífera quanto ao conteúdo da alocução, contudo, quem fala crê que o faz na dependência de Deus e estabelecendo contato com Ele. Ademais, a manifestação das línguas é igualmente uma forma de ação de graças – cantado ou orado – tal como diz Paulo em I Coríntios 14:16: -“se tu bendisseres com o espírito…a tua ação de graças”. O culto público pode e deve ser o lugar de louvor coletivo, funcionando as línguas, com a respetiva posterior interpretação.


[40] Horton (1996, p. 432).

[41] Champlin (p. 217).

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