UM ESTUDO DO PROPÓSITO E USO DAS LÍNGUAS NO CULTO

UM ESTUDO DO PROPÓSITO E USO DAS LÍNGUAS NO CULTO

CONCLUSÃO


            As observações, muito especialmente do texto bíblico, afirmam a experiência do batismo no Espírito Santo como distinta da obra da conversão e com o intuito claro e urgente de uma igreja “programada” para alcançar o mundo. Creio, igualmente, que essa doutrina tem sustento bíblico para a sua perpetuação atè à vinda do Senhor – quando o seu propósito não mais será necessário.

         Ainda que nem todos os episódios, do designado batismo no Espírito Santo, revelem alocução de línguas estranhas, como prova evidente, julgo que a imperiosa experiência para todos, o valor do seu significado e os exemplos escriturísticos dessa prova manifestam generalização da sua aceitação pela igreja primeva e para nós também.

         O propósito dessa experiência escancara a porta da Igreja necessitando, a partir daí, de exercer influência evangelizadora e edificadora – neste campo particular os dons são outorgados para a dinâmica coletiva de si mesma.

         A gestão dos dons espirituais deve ser feita após ensino e coordenação sensível, espiritual e sempre para o bem da igreja.

         A área que dominou este estudo foi a faculdade de se pronunciar línguas estranhas. Estas têm um papel relevante no desenvolvimento da relação íntima do crente com Deus e na edificação da igreja, no seu culto, coadjuvada e complementada pelo dom da interpretação das mesmas. Foram vistos pormenores das exortações do apóstolo Paulo, que ainda hoje devem nortear o “culto pentecostal”. Muito particularmente o capítulo 14 de I Coríntios, oferece diretrizes claras sobre o uso das línguas na edificação da igreja.

         As línguas, como dom, não são conhecidas de quem as fala; quanto aos ouvintes, poderão ser do seu domínio ou necessitando – julgo que na maior parte dos casos – de interpretação (também um dom espiritual).             O que de mais importante se nota, no ensino de Paulo, é a preocupação que manifesta no interesse pelos outros. Os dons devem subsistir no seio da igreja, mas que esta não persista enferma pelas divisões e conflitos. Há que provocar a unidade. Como? Ainda hoje podemos ouvir…: “Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais… Faça-se tudo para edificação…decentemente e com ordem.” (I Coríntios 14:1, 26, 40).

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

× Featured Image