A História, Percurso e Funcionamento do Conselho Pastoral da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal

A História, Percurso e Funcionamento do Conselho Pastoral da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal

Introdução

Logo que me foi pedido para redigir o percurso do Conselho Pastoral da Convenção considerei que não iria ser tarefa fácil. Tendo consciência das minhas limitações naturais e também pela distância no tempo e abrangência do assunto, é natural que possa haver lapsos e até desajustes de menor vulto. Mas fui de imediato estimulado por uma máxima interior que me dizia: “Pior que involuntários lapsos e ou falhas descritivas seria o erro de deixar cair no esquecimento grandes feitos que muito nos ajudaram ao longo do nosso percurso e ainda podem contribuir para melhorar o futuro do Movimento das Assembleias de Deus a que pertencemos!” Nessa intenção abracei sem reservas este projeto.

I – Origens do Conselho Pastoral

Neste aspeto admito que o melhor será começar pela comunidade que lhe serve de base! O Movimento das Assembleias de Deus em Portugal, que na sua origem era designado como “Missão de Fé Apostólica” (de acordo com o “Diário do Pioneiro”, Gunnar Vingren, pg. 55) e que remonta a abril de 1913 com a chegada do primeiro pentecostal à Terra Lusa, José Plácido da Costa, natural de Valezim – Seia, entretanto regressado do Brasil. Vinha sem qualquer suporte ou sistema organizativo, mas apenas movido pela vontade profunda de transmitir aos seus familiares e conterrâneos a experiência da salvação que recebera de graça pela aceitação pessoal de Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.

A verdade é que, mais uma vez neste projeto se repetiu o princípio bíblico usado por Paulo em I Coríntios 1:27: “Deus escolheu as coisas fracas (“entenda-se frágeis”) deste mundo para confundir as fortes”. Estamos perante pessoas simples e sem os recursos apropriados, mas, a cada passo, Deus foi usando estes, chamando e envolvendo muitos outros com tal energia espiritual que se tornou no maior movimento evangélico tanto em Portugal, como em todas as colónias (à época) e comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. A Deus toda a glória!

Para melhor fundamentação do nosso tema, vamos exemplificá-lo com um modelo bíblico transcendente e maravilhoso que encaixa perfeitamente na sua origem:

 “…E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene (No nosso caso, Brasil e Suécia), os quais, entrando em Antioquia (Portugal) falaram aos gregos (nacionais) anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles e, grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém e, enviaram Barnabé até à Antioquia. O qual quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente… Atos 11:20-26

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