IV – Responsabilidade do Conselho Pastoral
Para mim o sentido da responsabilidade do Conselho Pastoral tem de assentar sempre na realidade do que o órgão é em si mesmo “conselho”. Ora isso implica uma atitude de: proximidade; acompanhamento; interajuda; compreensão; apoio; orientação; integração e muito mais. Por isso, nunca poderá agir como executor ou punidor daqueles que erram.
Os Membros do Conselho Pastoral no desempenho das suas nobres funções, nunca podem esquecer, a atitude de Jesus numa situação gravíssima: “Aquele que estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra” e o conselho “Fazei aos outros o que quereis que vos façam a vós” João 8:7 e Mateus 7:12
Como nos diz a Escritura: “Não como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo” I Pedro 5:3 “Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efésios 6:12.
Para qualquer entidade prosseguir a sua marcha com dignidade e segurança há princípios que têm de ser sempre observados, em todos os tempos e lugares, com toda a dedicação e coragem.
Se assim é na experiência secular, muito mais o será no campo espiritual. É verdade que os nossos princípios terão que ser sempre a Palavra de Deus: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro1) tudo o que é honesto3) , tudo o que é justo2) , tudo o que é puro2) , tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. – Filipenses 4:8
E porque em especial os Ministros «devem ser o exemplo dos fiéis», dentro dos oito pontos da atuação do Conselho Pastoral expostos no Regulamento Interno, destacarei três que, sem desrespeito pelos demais, têm de ser levados em especial atenção:
1) Heresias: A Heresia é a quebra «do que é verdadeiro», dos valores doutrinários que suportam os alicerces do Cristianismo bíblico. Logo, o seu incumprimento e a recusa de ajuda e correção de forma consciente porão sempre em causa a continuidade de qualquer Ministério Sagrado.
2) Imoralidade: A Imoralidade é a quebra «do que é puro» ou dos princípios da pureza quer seja no matrimónio, ou na perversidade de outros relacionamentos, que ponham em causa a dignidade que nos é exigida. Estes impedirão a continuidade do ministério.
3) Desonestidade: A desonestidade tem que ver com o não cumprimento dos deveres e da honra na palavra dada, «tudo o que é de boa fama», tem que ser valorizado, neste contexto há só uma dívida que nunca se pode considerar saldada, e por isso ainda mais nos responsabiliza no restante, que é: “A ninguém devais coisa alguma «senão o amor» com que vos amais, porque quem ama aos outros cumpriu a lei” Romanos 13:8.