A MENSAGEM EXPOSITIVA
Poder-se-á dizer que a mensagem expositiva contribui para uma consolidação abrangente da doutrina bíblica, mas qualquer outro modelo alcançará esse propósito quando a Bíblia é a referência e o foco por excelência, acompanhada pelo devido estudo das passagens usadas, respeitando as ferramentas da Hermenêutica e o uso apropriado da exegese, evitando o seu oposto: a eisegese. O que não pode acontecer de todo é que o texto sirva de pretexto e seja esquecido ou remetido para uma posição acessória e secundária.
O LEITOR DA BÍBLIA
É verdade que hoje em dia as pessoas não gostam e não querem ler. Claro que as pessoas e até os cristãos podem não gostar de ler, mas o problema cultural e espiritual é quando andamos pelo gosto e pelo sentimento, pelas emoções e pelos sabores que apreciamos. Toda a Escritura deve merecer toda a nossa atenção, diríamos até que devemos prestar mais atenção ao que nos “arranha o ouvido e o coração”, ao que não gostamos, ao que nos traz incómodo e inquietude. Neste sentido, a leitura de um capítulo inteiro ou até de um livro na sua totalidade, e há livros da Bíblia que não são assim tão extensos, pode servir para suscitar a consciência do seu conhecimento integral e, portanto, da sua leitura.
UM PLANO DE ESTUDO
Um plano anual, ou plurianual, torna-se imperioso quando se tem por objetivo formar em cada discípulo de Jesus o conhecimento da Sua Palavra. Existem obras que são acessíveis e abordam as principais doutrinas da Bíblia, como o best-seller Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, de Myer Pearlman, e Saiba Porque Crê & Saiba No Que Crê, de Paul Little.
REATIVOS OU PROATIVOS?
Existirá sempre a tentação de resistir a uma determinada ênfase exagerada ou a um determinado modismo, como o descurar ou negligenciar o assunto e a sua afirmação no contexto e limites exarados na Bíblia, algumas vezes até caindo num quase silêncio. É o que penso que acontece com a prosperidade, a cura, os dons espirituais, os sonhos e as visões. As verdades bíblicas nunca podem ser escamoteadas só porque alguém está a fazer delas um uso inadequado. A melhor forma de contrariar uma “teologia tendenciosa e desvirtuada” é fazer a afirmação da teologia bíblica, demonstrando, com argumentos bíblicos objetivos e claros, o ensino bíblico.
IDENTIFICANDO E CORRIGINDO OS DESVIOS
A abordagem crítica dos erros teológicos e doutrinários tem de ser feita de uma forma muito objetiva, clara e evidente. Nunca pode ser montada no “diz que disse”, ou numa análise subjetiva da bibliografia disponível, mas na citação elucidativa dos pontos que não correspondem à verdade bíblica, em simultâneo com a apresentação dos textos bíblicos que a evidenciam.
As obras de Josh McDowell e Don Stewart são um excelente exemplo de como tal deve ser feito, como é o caso de Entendendo as Religiões Não Cristãs, Entendendo as Religiões Seculares, Entendendo as Seitas e Entendendo o Oculto.