O ministério das mulheres

O ministério das mulheres

  • O ambiente cultural aonde insere o intérprete

É necessário que aquele que está a interpretar as Escrituras não faça segundo a perspectiva cultural do tempo em que vive, mas despir-se disso e olhar para o texto sem ideias preconcebidas ou com a mente formatada por circunstâncias culturais.

  • Passagens “mais claras” devem interpretar as “menos claras”

 Mickelsen diz corretamente que temos aqui um declive escorregadio, em que os preconceitos do intérprete podem muito bem determinar que passagens “são mais claras”; corre-se o risco de um grupo selecionar uma passagem como mais clara a fim de interpretar outra, e o outro grupo escolher outra passagem para interpretar a passagem que o grupo anterior acha mais fácil.[3] É facto que existem passagens difíceis de interpretar, mas isso não dá o direito de usar outra passagem supostamente mais clara e determinar o sentido da primeira. O caminho a seguir é tentar estabelecer o sentido do texto e só depois interagir com outras passagens, nunca o inverso.

  • O valor de Gálatas 3:28

Para os igualitários este é o texto chave e normativo na abordagem ao assunto. Segundo eles, todos os demais textos devem ser analisados segundo o texto de Gálatas 3:28. Este texto foi promovido por Mickelsen à categoria de princípio, o que torna necessário a interpretação das demais passagens de Paulo e de outros de sob a perspetiva deste.[4] Segundo esta posição, Paulo neste texto liberta a mulher colocando-a em pé de igualdade com o homem afim de servirem na Igreja.[5]


[3] Ibid., p.142

[4] Para uma melhor compreensão do valor atribuído a Gálatas 3:28 ver em Ibid., p.  211-50

[5] Ibid., p.250

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