Se há coisas que devem empolgar o cristão, uma delas é sem dúvida o culto congregacional ao Senhor. Vários estudos têm sido realizados e vêm confirmar o que de alguma forma já conhecemos: as pessoas que estão inseridas em comunidades religiosas, que oram a Deus, que cultuam a Deus são pessoas mais felizes, e com um bem-estar emocional superior a outras pessoas que não congregam. Sem dúvida que a fé é algo de grande valor, mas o facto de congregar, relacionar-se com pessoas unidas pela fé é da mesma forma de suma importância.
Desde os tempos mais recônditos da história do cristianismo a forma de cultuar a Deus está impregnada de um significado totalmente único, recheada de formas, rituais, e até tradições, mas sempre com o objetivo máximo de adoração a Deus, sendo a adoração a Deus um dos grandes objetivos da Igreja na terra.
Mas se o caráter celestial imiscuído no culto realizado por seres humanos é importante, não se pode esquecer o peso da vertente humana. Até que ponto o culto a Deus também deve ser agradável aos homens? Qual o efeito nos homens do culto a Deus?
1.Etimologia
A palavra culto, de origem latina cultu, refere-se a um conjunto de atitudes e rituais, através das quais se adora determinada divindade (relembrando que no paganismo os povos também tinham a sua forma de culto e ainda hoje se presta culto a outras entidades, que não o Senhor). Segundo o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (volume II), será a “Homenagem religiosa tributada a Deus (…), liturgia. Conjunto de cerimónias pelas quais se venera Deus (…) a manifestação externa da veneração, adoração, admiração profunda ou apaixonada”.
Ao mencionar o culto, há uma palavra que aparece associada e que convém clarificar o seu significado: liturgia, sendo esta a “forma do culto, a ordem das cerimónias fixadas por autoridade eclesiástica; rito”, tudo o que permeia o culto desde o início até à sua conclusão.
A liturgia manifestada num culto demonstra “a realidade do caráter e do mundo interior da pessoa que participa e a linha de liderança espiritual da Igreja” (Sales Cícero, 2018), mas de igual forma, seja mais conservador ou mais avivado, o alvo será o de glorificar a Deus “em Espírito e em verdade.”