HERMENÊUTICA BÍBLICA

HERMENÊUTICA BÍBLICA

Tema: “Hermenêutica Bíblica”
Perfil do estudo: hermenêutico, doutrinário, histórico e estrutural.
Objetivo: desvendar as escolas de interpretação bíblica e trazer à luz uma melhor compreensão das regras de interpretação bíblica.
Autor: sumário hermenêutico, estruturado e preparado por Prof. Reginaldo Melo

BD / BTh. / MTh / Ph.D.
Site pessoal: www.dunamisministries.org
Email [s]: regixana@hotmail.com & regixana@yahoo.com.br

 

Introdução

A Hermenêutica é uma disciplina adotada pela teologia, assim como também a Exegese e a Homilética. A Hermenêutica já existe antes da aceitação, formação e estrutura do Novo Testamento, em fins do século IV[1] e foi adotada junto com a Exegese – com quem partilha alguma similaridade – como ferramenta no auxílio da interpretação das Escrituras (i.e. Velho e Novo Testamento). Nosso alvo não é inventar a roda – a roda já foi inventada há milhares de anos – i.e. reinventar a Hermenêutica, mas sim, estruturar, condensar e tirar o máximo proveito da matéria e do tempo, focando em pontos centrais da disciplina. Bem-vindo ao mundo da Hermenêutica Bíblica. 

A Escritura foi divinamente inspirada por Deus. Sua autoridade, portanto, assenta-se no próprio Deus. Consequentemente, a “autoridade da Escritura é idêntica à autoridade de Deus” (Cheung, 2011).[2] Isso implica que todas as palavras nas Escrituras são inteiramente verdadeiras; ou seja, não contêm erro em tudo o que afirma. A Escritura é a regra de fé e de prática do povo de Deus. A fonte suprema, normativa e suficiente para toda reflexão teológica. Consequentemente, as pressuposições primordiais do intérprete da Escritura precisam ser extraídas da própria Escritura (Goldsworthy, 2013:45-54).    

 

  1. O Termo Hermenêutica e seu Significado

Do verbo hermeneuein (ἑρμηνεύειν), que significa ‘interpretar’, explicar, traduzir, revelar ou tornar manifesto, trazer para a luz o que precisa de ser esclarecido ou clarificado. No fundo, hermenêutica ou ciência da compreensão, significa conversar ou entrar em diálogo com o que se pretende compreender, num permanente movimento circular de busca do sentido do que se diz ou se escreve.

 

  1. Hermenêutica Bíblica e Disciplinas Afins

Exegese: ler, analisar e interpretar o texto. Exegese está ligada à hermenêutica, pois procura compreender e interpretar textos duma forma informada e coerente. A palavra exegese é derivada do grego ἐξηγησἱσ que significa “explicação”, que em sua forma verbal significa “tirar para fora”. No NT este verbo é usado em João 1.18; Lucas 24.35; Atos 10.8; 15:12,14; 21.19. O trabalho do exegeta não é dar significado ao texto mas descobrir a intenção do texto.

Homilética: Como expor e aplicar a mensagem do texto? Homilética é a ciência e a arte de comunicar efetivamente o significado atualizado do texto.

“Dr. Martyn Lloyd Jones define o que é pregação: “Lógica em fogo! Razão eloquente! São contradições? Claro que não! Razão acerca da verdade tem de ser poderosamente eloquente, como se pode verificar no caso do apóstolo Paulo e de outros. É teologia em fogo. E uma teologia que não traz fogo (eu afirmo), é uma teologia defeituosa. Pregação é teologia vinda através de um homem em fogo.”.[3]

 

  1. Os elementos de interpretação bíblica e as suas definições:
  2. Hermenêutica proporciona-nos a estratégia que nos habilita a compreender o que um texto realmente diz e o que ele significa para nós, hoje. O bom ou o mau entendimento da Bíblia gira à volta de três perguntas – o que o texto diz, o que o autor quis dizer e o que significa para hoje?
  3. Uma outra definição é: Hermenêutica refere-se às regras necessárias para entender bem e usar bem o que Deus, o revelador, fala por meio dos autores bíblicos (Ramm 1990:2-4).
  4. Hermenêutica é a teoria (filosofia) que guia todo o processo exegético.

 

  1. Necessidade da Hermenêutica bíblica

4.1. Porquê a hermenêutica bíblica?

A hermenêutica é um sistema de princípios e métodos de interpretação. Sem esse sistema não é possível a compreensão coerente. A hermenêutica proporciona-nos as regras que viabilizam a compreensão do texto.

As palavras de abertura da Carta aos Hebreus justificam-no: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos pais pelos profetas, a nós falou ultimamente pelo seu Filho” (cf. Hebreus 1.1).

As muitas formas que o texto bíblico utiliza para comunicar a revelação de Deus aos homens – biografia, narrativa histórica, poesia, profecia, sabedoria, epistolografia, ensino doutrinário e ético, escatologia – requerem do seu leitor e intérprete uma formação básica nos grandes princípios e métodos de interpretação.

4.2. Para quê a hermenêutica bíblica?

A hermenêutica é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte. Proporcionam-nos os instrumentos de leitura que nos habilitam a compreender o que um autor pretendeu comunicar, o que um texto realmente diz, o que ele significa para nós, hoje.

A hermenêutica é indispensável para uma interpretação válida da Bíblia: para descobrir precisamente o que Deus pretendeu comunicar; para evitar perspectivas e conclusões erróneas; para aplicar a mensagem bíblica às nossas vidas.

4.3. Limitações no processo hermenêutico de interpretação

Entre as limitações que o intérprete enfrenta no estudo dos textos bíblicos contam-se:

  1. A distância que nos separa do texto e seu autor: distância cultural, histórica, geográfica, linguística e literária.
  2. A relevância eterna do texto bíblico: é a Palavra de Deus mediada por agentes humanos.
  3. Os pressupostos do intérprete. Mesmo usando os melhores métodos, há sempre que ter em conta a dimensão espiritual das Escrituras e interpretá-las na dependência do Espírito Santo.

Há diferentes pressuposições dos leitores por exemplo:

– Sobre a inspiração e a autoridade de Bíblia (e.g. liberal, neo-ortodoxa, ortodoxa)

– Cada texto tem só um significado?

– Um texto pode dizer mais do que o próprio autor sabia na altura (sensus unior/plenior)?

– O significado dum texto é literal, figurativo ou simbólico?

– O estado espiritual do intérprete influencia a sua interpretação?

– A Bíblia tem erros?

– Podemos usar a Bíblia como Jesus a usava?

 

  1. Métodos usados

Vários têm sido os métodos usados para a interpretação da Bíblia. Métodos que se podem reunir em três tipos distintos de abordagem: abordagem diacrónica, sincrónica e existencial.

5.1. A abordagem diacrónica reúne uma constelação de métodos destinados a estudar o texto no seu contexto histórico e cultural com especial atenção para a sua origem e desenvolvimento ao longo da história. Alguns dos estudiosos põem tanta ênfase na vertente histórica do texto que negam toda a possibilidade de intervenção divina na história, como sejam milagres ou o papel do Espírito Santo na produção do texto bíblico.

5.2. A abordagem sincrónica olha apenas para o texto sem se preocupar com o seu contexto autoral, histórico ou literário. Usa métodos que se destinam exclusivamente a analisar o texto como se nos apresenta, sem dar atenção ao autor e seus leitores.

5.3. A abordagem existencial centra a sua atenção no texto como um meio para um fim e não como um fim em si mesmo; como algo que, sendo mais do que uma simples peça de literatura para nosso deleite, transmite uma mensagem que devemos experienciar, que pode e deve afetar as nossas vidas.

Contudo, defendo a abordagem da hermenêutica integrada que considere o texto (sentido), faça justiça ao autor (intenção) e não ignore o leitor (significado) em termos de aplicação e apropriação da mensagem, dando relevo ao papel do Espírito Santo no processo interpretativo e na dinâmica da aplicação hermenêutica.

 

  1. Trajetórias hoje seguidas na Hermenêutica Bíblica

6.1. Cinco visões distintas de hermenêutica bíblica: Hermenêutica literária, teológica, histórica e gramáticohistórico.

6.2. Todas estas visões estão focadas nos mesmos quatro temas: o texto bíblico em si, o mundo do texto bíblico, o autor e o leitor do texto bíblico.

6.3. Pessoalmente, entendo que o método por excelência será o método contextualgramático-histórico.  

 

  1. Autor, texto e interpretação na Hermenêutica Bíblica

Três agentes interagem e determinam os resultados em cada processo de interpretação:

  • O autor que gera o conhecimento (revelação). O autor que gera o conhecimento é Deus!
  • O texto que transmite o conhecimento (inspiração) reproduz fielmente a mensagem pretendida pelo seu autor primeiro [Deus].                               
  • No processo de interpretação, o intérprete que discerne o conhecimento transmitido pelo texto (iluminação), que colhe do texto, sob a iluminação do Espírito Santo, em fidelidade absoluta à palavra que interpreta.

Os princípios de interpretação são o mesmo para qualquer tipo de literatura, contudo, como o autor direto da Bíblia é Deus, é necessário vencer toda a onda de subjetivismo que hoje tende a instalar-se na interpretação de textos.[4] Por isso a dependência da Pessoa do Espírito Santo para uma interpretação coerente e bíblica torna-se necessária.[5]  

 

  1. Regra áurea da Hermenêutica

A regra áurea da Hermenêutica é bem linear: “…As Escrituras interpretam as Escrituras”, ou, “…A Bíblia interpreta a própria Bíblia”. Essa regra áurea ou básica tem sua origem na Reforma Protestante do séc. XVI, através de Martinho Lutero (1517). Daí, a origem da máxima “Sola Scriptura”, que de certa forma veio em defesa do sentido contextual e gramático-histórico das Escrituras.

Unidade na diversidade: a Bíblia é um livro escrito num período de 1600 anos, por mais de 40 autores humanos. Apresenta uma unidade perfeita e transmite uma mensagem única e ao mesmo tempo uma única mensagem, coerente com o texto, contexto e aplicação.  

A unidade e coerência da Escritura: fornece ao intérprete a segurança de uma interpretação consistente e homogénea.

 

Tal unidade assenta em quatro pilares fundamentais:

(1) No facto de que a Escritura tem um único autor, que é Deus.  

(2) No facto que Cristo está direta e explicitamente presente no Velho Testamento.

(3) No facto de que Cristo é o centro das Escrituras.

(4) No facto de que as doutrinas bíblicas se apresentam interligadas numa relação de interdependência e complementaridade desde o princípio até ao fim da Escritura.[6]

Nota: É importante para o intérprete/exegeta da Bíblia adotar uma linha de interpretação equilibrada e coerente com o texto sagrado.    

É por isso que o texto bíblico se distingue pela sua verdade e clareza, no que concerne à essência e totalidade da sua mensagem. E é por isso, também, que a Escritura se interpreta a si mesma, fazendo que partes menos claras sejam elucidadas pelo seu contexto, comparando a Escritura com a Escritura.

Com base nesta noção de que Deus é o autor real e final de uma revelação genuína de Si mesmo, Kaiser reduz a sete os princípios em que assenta a utilização produtiva da Bíblia para uma construção teológica fidedigna e fiável:

(1) O cuidado de fazer assentar qualquer ensino doutrinário numa cadeia de textos e não apenas em um único texto

(2) A exegese deve preceder sempre qualquer sistema de teologia

(3) As doutrinas não devem ir além da evidência bíblica

(4) A analogia da Escritura deve ter prioridade sobre a analogia da fé

(5) Apenas o que é ensinado na Escritura é vinculativo em termos de consciência moral e ética

(6) Nenhuma doutrina se deve basear num único texto, parábola, alegoria, tipologia ou leitura textual incerta

(7) A interpretação teológica deve fazer-se no ambiente da igreja e na história da exegese bíblica[7]

 

  1. Escolas ou linhas de interpretação

“Toda a escritura é divinamente inspirada e é proveitosa para ensinar, exortar, corrigir e instruir em justiça” (cf. 2Timóteo 3.16). Num caso como no outro, o termo inspiração refere-se ao sopro de Deus. Inspiração é o processo pelo qual Deus soberanamente se comunica com o homem e a ele se revela pela palavra.[8]

Nota: a questão da inspiração é vital para a interpretação das Escrituras. Muita confusão resulta do uso que se faz do termo, pois se relaciona inspiração com tudo o que estimula as nossas emoções.

A interpretação da Bíblia, tanto na sua vertente teórica da hermenêutica como na sua prática exegética, é indispensável à tarefa teológica. Qualquer desequilíbrio nesta área pode conduzir a resultados insatisfatórios na construção ou formatação da doutrina.[9] Dito isto, devemos considerar em breve as escolas ou linhas de pensamento de interpretação bíblica.[10]

Nota: a Exegese, seguindo as regras da hermenêutica, envolve o processo interpretativo, examinando os aspectos gramaticais, históricos, semânticos [significativos] e literários do texto. A Hermenêutica concorre com a exegese na percepção e compreensão do sentido, relacionando o pensamento central do texto ou do livro em estudo com a totalidade do cânon da Escritura, e abrindo caminho à construção doutrinária e teológica. Em suma, uma corrobora a outra, são interdependentes e fundem-se uma à outra.

9.1. Há basicamente 5 escolas ou linha de interpretação:

[a] Escola Exegética Judaica Antiga (513 a.C. – Séc. I d.C.)

Pautada na tradição rabínica judaica, baseava-se no “letrismo” rabínico (e.g. Rabi Akiba e Rabi Hillel). Era uma escola especulativa, a qual ignorava o contexto imediato e a questão gramático-histórica.  Também abusava do alegorismo e era extremamente escatológica.

 

[b] A Exegese Patrística e a Escola exegética de Alexandria (100 – 600 d.C.)

A Escola exegética de Alexandria usava a alegoria de Filo de Alexandria (20 a.C. – 50 d.C) (i.e. influência aristotélica), portanto, a interpretação alegórica predominava, sob a tutela de renomados pais da Igreja (e.g. Origines (185-254 d.C.), Clemente de Alexandria (150-215 d.C.), Agostinho de Hipona (354-430 d.C.)).

Nota: tanto Judeus como Cristãos usavam a alegoria para aumentar o valor das Escrituras aos olhos dos intelectuais gregos, treinados na filosofia e retórica. Contudo, ainda que Agostinho fosse inclinado à interpretação alegórica, estabeleceu importantes princípios em seu manual de hermenêutica De Doctrina Christiana. Eis alguns desses princípios:

  1. A fé é um pré-requisito fundamental para o intérprete da Palavra de Deus.
  2. Deve-se considerar o sentido literal e histórico do texto.
  3. O Antigo Testamento é um documento cristológico.
  4. O propósito do expositor é descobrir o sentido do texto e não atribuir-lhe sentido.
  5. O credo ortodoxo deve controlar a interpretação das Escrituras.
  6. O texto não deve ser estudado isoladamente, mas no seu contexto bíblico geral.
  7. Se o texto for obscuro, não pode se tornar matéria de fé. As passagens obscuras devem dar lugar às passagens claras.
  8. O Espírito Santo não dispensa o aprendizado das línguas originais, geografia, história, ciências naturais, filosofia, etc.
  9. As Escrituras não devem ser interpretadas de modo a se contradizerem. Para isso, deve-se considerar a progressividade da revelação.

 

[c] A Escola Catequética de Antioquia da Síria (i.e. 350 – 428 d.C. & 393 – 460 d.C.)

Tentou evitar o “letrismo” dos judeus e o alegorismo dos alexandrinos. Um erudito, Teodoro de Mopsuéstia (350-428), defendeu o princípio da interpretação histórico-gramatical, i.e. um texto deve ser interpretado segundo as regras da gramática e os factos da história, dentro do seu contexto (que é basicamente a ênfase de interpretação da nossa escola bíblica).

[d] A Exegese Medieval (600 – 1500 d.C.)

O sentido quádruplo da Escritura engendrado por Agostinho era a norma para a interpretação bíblica:

A letra mostra-nos o que Deus e nossos pais fizeram

A alegoria mostra-nos onde está oculta a nossa fé

O significado moral dá-nos as regras da vida diária

A anagogia/ escatologia mostra-nos onde terminaremos nossa luta.

 

Nota: basicamente uma miscelânea da Escola de Alexandria, contudo, a interpretação dependia cada vez mais da tradição. Especialmente Agostinho e Jerónimo foram citados porque representavam a doutrina oficial da Igreja. A norma de interpretações dos pais da igreja determinava a interpretação bíblica e a exegese quase se tornou sinónimo com a tradição da igreja.

 

[e] A Exegese da Reforma Protestante (1500 – 1600 d.C.)

Em teoria, o período da Renascença serviu de catapulta à reforma. Neste período descobriu-se mais a necessidade de conhecer as línguas originais bíblicas e o estudo da Bíblia ganhou ímpeto. Na prática, serviu de reação ao “escolaticismo congelado” e a “tradição”, pois ambos, Martinho Lutero e João Calvino, rejeitaram o método alegórico de interpretação.[11]

Caução: Kevin Vanhoozer distingue entre dois usos de alegoria.

  1. Textos alegóricos que intencionalmente funcionam em dois níveis. O que está escrito quer transmitir uma coisa diferente. Por exemplo a parábola da semente. A semente significa a Palavra de Deus e os terrenos diferentes significa que há pessoas diferentes que reagem em maneiras diferentes quando ouvirem a Palavra de Deus. Isto é alegoria legal e útil, é usar a ferramenta que o autor intencionava e indicava. Os intérpretes da escola de Antioquia (como Teodoro e Crisóstomo) não negavam linguagem figurativa onde fizesse parte da estratégia literal do autor. O sentido literal incluía todo o sentido intencionado do autor, incluindo metáforas e figuras (Vanhoozer 1998:117).
  2. Alegoria errada (i.e. forçada) seria aquela que além do óbvio e sentido literal, atribuiu outros significados ao texto, sem apoio da linguagem, do contexto ou da intenção óbvia do autor.[12] É considerada uma espécie de eisegesis (i.e. oposto de exegesis), o que implica forçar o significado literal, contextual e histórico do texto.

Conclusão: até aqui foi feita uma introdução teórica à Hermenêutica Bíblica, a partir daqui faremos uma abordagem prática ao assunto.

 

NOTAS:

[1] Russel Norman Champlin, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. A-C (São Paulo: Editora Candeia), p. 636. Para Aristóteles hermenêutica e retórica são formas convergentes de uma mesma atividade humana.

[2] Cheung, V.  Resumo da doutrina das Escrituras, http://www.monergismo.com/vincent-cheung/resumo-da-doutrina-da-escritura/.  Data do acesso: 17 Fev. 2014.

 

[3] Jones, M.L., Preaching and Preachers, Hodder & Stoughton, 1971, p. 97.

[4] Walter C. Kaiser, Jr. “Response to Authorial Intention and Biblical Interpretation”, in Hermeneutics, Inerrancy and the Bible, p. 441; “The Single Intent of Scripture”, in Evangelical Roots, p. 93.

[5] Bruce Corley, Steve Lemke and Grant Lovejoy, Biblical Hermeneutics: A Comprehensive Introduction to Interpreting Scripture, Nashville: Broadman & Holman, 1996, p. 175.

[6] Walter C. Kaiser, Jr. & Moises Silva, An Introduction to Biblical Hermeneutics, A Search for Meaning, (Zondervan Publishing House, Michigan), 1994, pp. 202-206.

[7] Ibid., pp. 202-206. A nota de rodapé é equivalente aos sete princípios mencionados por Kaiser.

[8] Dr. Manuel Alexandre Júnior ensina que os conceitos de inspiração verbal, plenária e dinâmica são tentativas meramente humanas de definição, podendo entender-se de maneiras diversas: inspiração verbal, aplicada às línguas originais, podendo até significar que as próprias palavras foram ditadas por Deus; inspiração plenária, significando que a Bíblia foi toda ela inspirada, nas palavras e nos conceitos, mas não ditada por Deus; inspiração dinâmica, geralmente entendida o processo sobrenatural pelo qual Deus inspirou escritores e palavras, mas sem fazer dos escritores meros autómatos ou amanuenses. Cada uma destas teorias tem suas virtudes, mas nenhuma parece dizer individualmente tudo.

[9] Walter C. Kaiser, Jr. “Hermeneutics and the Theological Task”, Trinity Journal 12, 1990, pp. 3-14.

[10] (Fonte principal desta secção: Virkler, Henry A. Hermenêutica. Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. Miami: Editora Vida,1997.)

[11] Na verdade, a Reforma Protestante foi um regresso à Escola Catequética de Antioquia, em que a base do entendimento bíblico é o significado literal, considerando as condições gramaticais, históricas e o contexto. Todavia, esta reacção teve seu início com Tomás de Aquino (séc. XIII), o qual apresentou a fé cristã num esquema racional e sistemático, pois enfatizava o sentido literal do texto; assim começou alguma libertação na Igreja da sua escravidão ao método alegórico.

[12] Kevin J. Vanhoozer, Is There Meaning in This Text? The Bible, the Reader and the Morality of Literary Knowledge, (Grand Rapids: Zondervan), 1998, pp. 113-114.

 

  

 

BIBLIOGRAFIA

Bruce Corley, Steve Lemke and Grant Lovejoy, Biblical Hermeneutics: A Comprehensive Introduction to Interpreting Scripture, Nashville: Broadman & Holman, 1996

Henry A. Virkler, Hermenêutica. Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. Miami: Editora Vida, 1997

Kevin J. Vanhoozer, Is There Meaning in This Text? The Bible, the Reader and the Morality of Literary Knowledge, Grand Rapids: Zondervan, 1998

Manuel Alexandre Júnior, Instituto Bíblico Português

Martin L. Jones, Preaching and Preachers, Hodder & Stoughton, 1971

Walter C. Kaiser, Jr. “Response to Authorial Intention and Biblical Interpretation”, in Hermeneutics, Inerrancy and the Bible, p. 441; “The Single Intent of Scripture”, in Evangelical Roots

Russel Norman Champlin, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. A-C (São Paulo: Editora Candeia)

Walter C. Kaiser, Jr. & Moises Silva, An Introduction to Biblical Hermeneutics, A Search for Meaning, Zondervan Publishing House, Grand Rapidis, Michigan, 1994

Walter C. Kaiser, Jr., Hermeneutics and the Theological Task, Trinity Journal 12, 1990

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