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Comunicado a propósito duma entrevista ao Dr. Mega Ferreira

Lisboa, 8 de fevereiro de 2013

A PROPÓSITO DUMA ENTREVISTA AO Dr. MEGA FERREIRA PUBLICADA NA REVISTA VISÃO

“Eles não suportam o nosso sol, a boa comida, certa moderação nos costumes, na maneira de viver e de trabalhar. Os povos do Norte foram sempre organizados, como queria Lutero – um bandido do pior. No sul também havia grandes bandidos, alguns papas, como Alexandre VI. Essa divisão entre luteranismo e catolicismo atravessa, hoje, a Europa. (…)” (Revista Visão, 31 janeiro 2013, pp. 12,13; entrevista de Sílvia Souto Cunha a António Mega Ferreira)

Lemos e temos uma enorme dificuldade em acreditar no que está escrito. O que é que Martinho Lutero, o Reformador do século XVI, terá feito para receber o epíteto de bandido, em pé de igualdade com alguns papas? A linguagem parece-nos totalmente desadequada, e a afirmação não tem qualquer tipo de suporte factual que o entrevistado adiante. Tratando-se de um ex-presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém, com currículo dedicado à Cultura enquanto jornalista e cronista; comissário da Expo’98, e presidente do conselho de administração do Parque Expo (conforme se pode ler na nota biográfica junto da entrevista), não apenas se espera que tenha rigor e cuidado nas declarações que presta, como se exige que não se pronuncie de forma displicente, e mesmo ofensiva não apenas para quem se revê na Reforma protestante por Lutero encetada, como para com a própria História e figura tão insigne, hoje até respeitada nos círculos do catolicismo romano, e para muitas igrejas luteranas que se revêm nesta referência histórica.

Martinho Lutero, doutor em teologia, um intelectual de relevo ainda hoje reconhecido pelo seu pensamento livre mas biblicamente fundamentado, teve a ousadia e a coragem de se erguer contra uma hegemonia católica romana, lançando a debate 95 teses contra as indulgências (vulgo negócio e comércio da fé) que afixou em Witenburgo, e que provocaram uma hostilidade e perseguição violenta, que só não logrou êxito na sua execução, pela proteção que lhe foi dada.

Sendo que Portugal nunca experimentou os ventos da Reforma Protestante, o que alguns ilustres pensadores portugueses têm apontado como uma das razões do nosso atraso cultural, é necessário recordar o obscurantismo e a perseguição religiosa que então se vivia em relação a todos os que tinham a ousadia de não apenas pensar pela sua cabeça, mas denunciar as contradições flagrantes e os desvios doutrinários em relação à matriz bíblica da Igreja de Jesus Cristo. Apenas para referir alguns casos relembramos os milhares de albigenses mortos em França; Wycliff “a Estrela da Alva da Reforma” que traduziu a Bíblia para o inglês; João Hus, discípulo deste, na Boémia, e que ao morrer na fogueira acabou por antever o nascimento do cisne que não poderiam matar numa alusão profética a Martinho Lutero: “Podem matar o ganso (na sua língua, ‘hus’ é ganso”), mas daqui a cem anos suscitar-se-á um cisne que não poderão queimar”; João Wessalia notável pregador de Erfurt, preso por ensinar que a salvação é pela graça e que quatro anos antes do nascimento de Lutero, tendo morrido nessas circunstâncias.

As Assembleias de Deus em Portugal não se fixam em referenciais humanos, nem se posicionam na reflexão cultural e bíblica, pelos olhos deste ou daquele teólogo ou líder espiritual. Não somos por isso nem luteranos, nem calvinistas ou wesleyanos, entre outros que poderíamos referir. Somos, isso sim, católicos, apostólicos e bíblicos. No entanto não podemos ficar em silêncio perante uma afirmação que consideram injuriosa e injusta. Martinho Lutero encetou um percurso de reforma que ainda hoje faz todo o sentido qualquer que seja o espaço geográfico e cultural, na luta em que se empenhou contra as indulgências, contra a opressão e espoliação do povo, na tradução da Bíblia para a língua que o povo entendia, no restaurar de doutrinas essenciais da igreja neotestamentária, como é o caso das Sagradas Escrituras, da fé, da graça e da reforma permanente das igrejas no confronto permanente com o texto bíblico. Não foi certamente perfeito e muitos ou poucos defeitos se lhe podem apontar, como acontece com todos os seres humanos, mas é imprescindível que se lhe reconheça a influência decisiva para que a Europa e o mundo sofressem uma profunda alteração da qual ainda hoje beneficiamos.

Consideramos que particularmente a Europa, nos tempos que correm, necessita de um movimento reformador que a traga de volta aos valores e princípios essenciais da fé cristã. A crise que atravessamos tem, no nosso entender, um fundo espiritual incontornável. É decisivo que se reconsiderem o valor decisivo da dignidade da pessoa humana enquanto criação divina, as consequências funestas da alienação de Deus configuradas numa cultura naturalista e materialista, na reconciliação consumada por Jesus Cristo, na fé e na graça através dos quais uma nova vida desperta e se aprofunda, e na esperança de um futuro que não termina com a morte ou com qualquer espécie de hecatombe. A Reforma continua a ser necessária no Norte e no Sul da Europa, ou em qualquer outra geografia.

O Gabinete de Imprensa da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal

 

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